Livros de 2016

- 29 dezembro 2016 -
Minha meta para esse ano (que quase acabou) era de ler pelo menos 1 livro por mês e apesar de ter ultrapassado essa meta falhei miseravelmente no quesito 1 por mês hahaha. 

Dos livros que eu li
  Joyland – Sobre a Escrita – Dissecando Stephen King – Escuridão total sem estrelas – Sejamos todos feministas – Coração Assombrado – Rose Madder – A hora do lobisomem – A máscara da morte – Pare de reclamar e concentre-se nas coisas boas – Pesadelos e paisagens noturnas I & II – A garota que adorava Tom Gordon – Dom Casmurro – Mr. Mercedes – Blaze – Scorpions: Minha história em uma das maiores bandas de todos os tempos – Black Sabbath, A biografia – Os olhos do Dragão

Dos livros que eu mais gostei 

Não pretendo falar em ordem cronológica porque isso vai além do que a minha memória consegue suportar, então vai em ordem aleatória mesmo.

Sobre a escrita (resenha aqui) –  Apesar de ter lido exclusivamente pelo interesse em dicas de escrita (que é o que o livro promete) confesso que eu me surpreendi (de forma muito positiva) com uma mini biografia do rei, desde a sua infância pobre, os primeiros passos como escritor e até mesmo a falta de suas peripécias amorosas fez com que eu gostasse muito mais do livro do que eu talvez teria curtido se fosse “apenas” com ênfase na escrita.

Escuridão total (resenha aqui) – Acho que um dos livros mais pesado que eu li durante o ano todo, ao total são 4 contos que apesar de não ter nenhuma conexão entre si possui o sentimento de vingança como ponto central. Dos contos o que mais me chamou a atenção foi o 1922, o meu preferido não só do livro, mas da vida, a trama é um pouco pesada e toma rumos que eu jamais imaginaria, o final é tenso e claustrofóbico, mas ainda sim surreal.

Rose Madder (resenha aqui) – Li esse livro logo após ter lido sejamos todos feministas e achei a discussão bem válida, o ponto central do livro retrata a violência doméstica e te joga na cara as sequelas que tal ato de barbárie deixa em sua vítima. Tinha tudo para ser um dos livros mais legais de 2016, mas o que pecou bastante foi o fato da trama em um determinado ponto ter partido para o lado sobrenatural, eu particularmente achei que enfraqueceu a trama e a utilização de tal recurso foi muito desnecessário. Porram rei.

Sejamos todos feministas (resenha aqui) – Não preciso nem dizer o quanto eu amei esse livro e que eu assino embaixo de tudo o que a Chimamanda falou. Apenas leia.

Dom Casmurro (resenha aqui) – Eu tenho uma verdadeira relação de amor e ódio com Machado de Assis e com esse livro, acho certas atitudes do Bentinho cretinas demais, mas é um livro que eu tenho um certo apego emocional, um certo guilty pleasure em lê-lo.

Mr. Mercedes (resenha aqui Não sei bem ao certo dizer, mas relutei até o último suspiro para não ler esse livro (talvez por ser um dos mais recentes do rei, não sei), mas se tornou uma das leituras que mais valeu a pena em 2016, apesar de certas passagens bem desnecessárias do livro if you know what I mean, mas claro que tudo tinha um contexto e o problema é que eu sou chata hahah.

Blaze (resenha aqui Blaze foi uma das descobertas mais maravilhosas de todos os tempos, aparentemente não possui uma publicação "oficial" no Brasil, mas é fácil encontrar o livro traduzido pela internet. Gostei demais da sensibilidade do livro e da puta criatividade do rei de criar personagens tão cativantes, mesmo que eles não devam ser, tomei como conclusão própria um apelo que o livro faz bem no final sobre o fato do nosso jornalismo e até mesmo nós mesmos sermos tão imparciais com as notícias que chegam até nós, como muitas vezes não procuramos saber a raiz do problema e sim do acontecido pra frente e tirarmos as nossas próprias conclusões a partir disso.

Scoprions, minha história em uma das maiores bandas de todos os tempos (resenha aqui Primeiramente gostaria de fazer uma observação a respeito do nome (pq tão grande?). Ao contrário da biografia do Black Sabbath a biografia do Scorpions foi escrita pelo ex-integrante Herman Ze German ou Herman Rarebell, a forma com as histórias são contadas e os fatos em si são além de uma fonte maravilhosa de conhecimento sobre a banda e sobre o Herman como também um passatempo maravilhoso, porque o senso de humor do livro é simplesmente fantástico.

Black Sabbath, a biografia (resenha aqui) – Sempre gostei de ler biografias, mas tenho um certo bloqueio quando é uma biografia escrita por terceiros ou biografias não autorizadas, o que é o caso dessa, que foi escrita por um não integrante direto da banda. O que eu menos curti nesse livro foi a forma como a história foi contada, talvez por não possuir propriedade sobre os fatos a biografia escrita por outras pessoas se torna algo um pouco decepcionante de ler, mas por outro lado as histórias dos integrantes, principalmente a relação de Ronnie James Dio com a banda foi um dos fatores que fez essa biografia valer a pena.

Os olhos do dragão (resenha aqui) – Esse é um livro bem atípico das histórias do rei, que escreveu esse livro para sua filha Naomi que até então não mostrava interesse pelos livros do pai (o rei) e apesar de ter toques de história infantil é um livro fantástico e para qualquer idade.

Devo dizer que pelo menos pra mim os últimos dois parágrafos foram os que mais deixaram a desejar (do livro todo) tive a sensação que o rei já não sabia mais o que fazer e usou de qualquer artificio para terminar a história hahahah, nada muito radical, mas me incomodou um pouquinho só, nada que tire o posto de livros mais legais de 2016.

Não pretendo falar dos livros que eu não gostei (eu deveria?) porque acho que eu não acrescentaria nada de interessante já que eu não gostei hahaha

2 comentários em "Livros de 2016"

  1. Acho que este foi o ano em que menos li Stephen King... Pelo que eu me lembro, li apenas o A Dança da Morte :O
    Contudo, li muitos outros que estavam parados na estante. Foi válido!
    E, mesmo não acrescentando nada, fiquei curiosa quanto aos que você menos gostou.
    Beijo!

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    1. Uau vc leu a dança da morte, só esse livro já vale por uns três do King hahahahah.
      Ai é tão bom desencalhar os livros da estante, é sempre uma sensação de ter um livro novo em mãos :)

      Ahhh, deveria então ter falado dos livros que eu não gostei :( vou tentar fazer um post complementando esse ;)

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